sexta-feira, 16 de outubro de 2026
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Campo Grande

Campo Grande está sem casos de sarampo desde 2020, mas vacinação preocupa

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Campo Grande está sem casos de sarampo desde 2020, mas vacinação preocupa
Camara Ms

A circulação do sarampo nas Américas acende o alerta para o risco de reintrodução da doença em Campo Grande. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), a Capital está sem casos confirmados desde 2020, mas a cobertura vacinal da Tríplice Viral em crianças até o momento está em 78,53%, abaixo da meta de 95% recomendada para proteger a população.

O cenário reforça a importância de manter a vacinação em dia, especialmente diante da circulação do vírus em outros países e estados brasileiros. Até 3 de outubro de 2026, foram registrados 55.792 casos de sarampo e 77 mortes em 17 países e territórios das Américas. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), esse é o maior número anual de casos em mais de 35 anos.

Mais de 90% dos registros envolvem pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida, e a maioria dos casos ocorre em pessoas de até 19 anos. Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% dos casos confirmados na região em 2026, conforme a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). No Brasil, até 5 de outubro, haviam sido registrados 52 casos importados de sarampo em 2026: 41 em São Paulo, 10 no Amazonas e um no Rio de Janeiro.

Embora o país mantenha o status livre da circulação endêmica do vírus, a ocorrência de casos importados exige vigilância e resposta rápida dos serviços de saúde. Altamente contagioso, o sarampo pode se disseminar com facilidade, especialmente em populações com baixa cobertura vacinal.

“Em Campo Grande, a cobertura vacinal da Tríplice Viral está em torno de 78%, e precisamos avançar para alcançar a meta de 95% e garantir a proteção da população. A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir o sarampo e evitar a reintrodução da doença no município”, destaca a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo.

A Sesau reforça que a principal forma de prevenção é a vacina Tríplice Viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A orientação é que a população confira a caderneta de vacina e procure a Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima para verificar se há doses pendentes.

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