Defesa de Vorcaro pede soltura de banqueiro à Comissão Interamericana de Direitos Humanos
Advogados citam violações, vazamentos e alegam que não houve revisão da prisão ou indicação de um juiz para pedido de liberdade
Advogados de Daniel Vorcaro acionaram a Comissão Interamericana de Direitos Humanos com um pedido para o banqueiro seja solto. Os argumentos citam violações e vazamentos ligados a Vorcaro, além de alegar que direitos, como a revisão de prisão ou indicação de um juiz para avaliar um pedido de liberdade, não foram garantidos.
Um documento que lista os argumentos da defesa foi divulgado nesta segunda-feira (2) pela própria equipe jurídica, mas a peça foi formalmente protocolada na última terça (27) junto ao órgão fica em Washington, nos Estados Unidos.
O documento relembra que Vorcaro está privado de liberdade desde novembro de 2025 e preso de forma preventiva desde março. Os advogados questionam a decisão por defenderem que o banqueiro cumpria medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. A equipe jurídica também argumenta que ele deveria ter sido formalmente acusado.
“Até hoje não há denúncia nem ação penal. O indiciamento lançado nesta semana em relatório parcial da Polícia Federal não é acusação formal: é ato unilateral da autoridade policial, praticado em apenas uma das investigações ainda inconclusa e apoiado em prova cuja integridade não pode ser verificada. A revisão da prisão a cada 90 dias, que a lei brasileira torna obrigatória, não foi feita”, diz trecho de nota ligada ao pedido divulgada pelos advogados.
Notícias relacionadas
Gravidez, corpo enterrado e ex-preso: o que se sabe sobre morte de Beatriz Vitória em MG
Polícia investiga se crime teria sido passional; ex-companheiro da jovem e atual namorada dele foram presos suspeitos do crime