As famílias participantes do projeto Hortas Urbanas, desenvolvido pela Missão Salesiana com o apoio da Suzano, movimentaram R$ 163,8 mil com a comercialização de alimentos agroecológicos produzidos no Centro de Três Lagoas (MS) entre 2025 e o primeiro semestre de 2026. No período, foram vendidos mais de 22,9 mil itens alimentícios, entre maços de hortaliças, legumes e temperos artesanais. Desde o início da iniciativa, em 2022, mais de 90 famílias já foram atendidas pela iniciativa, com impacto indireto estimado em 495 pessoas.
“O projeto Hortas Urbanas demonstra, na prática, que a união de esforços e a construção de parcerias com instituições respeitadas, como a Missão Salesiana, podem transformar realidades. Ao promover o acesso a alimentos saudáveis, fortalecer a segurança alimentar e contribuir para a geração de renda, a iniciativa impacta positivamente a vida de dezenas de pessoas. Mais do que produzir e comercializar alimentos, o projeto compartilha conhecimento e incentiva os participantes a aplicar as técnicas de cultivo em suas próprias casas, ampliando sua autonomia e qualidade de vida”, afirma Paulo Guilherme Rocha, coordenador de Sustentabilidade da Suzano em Mato Grosso do Sul.
Baseada na agroecologia, o projeto oferece suporte técnico e capacitações para aprimorar as técnicas de cultivo e manejo sustentáveis na produção de hortaliças, legumes, temperos artesanais e conservas. A horta fica em uma área cedida pela Missão Salesiana de aproximadamente 5.000 m², atrás da Igreja Matriz, e o objetivo é que parte desses alimentos seja destinada à mesa dos participantes e a produção sobressalente comercializada.
Conforme Sadi Silva, coordenadora do Centro Juvenil Jesus Adolescente da Missão Salesiana, em Três Lagoas, o impacto positivo da iniciativa vai além da geração de renda. “A parceria entre a Suzano e a Missão Salesiana tem se destacado como uma importante iniciativa de transformação social. O projeto Hortas Urbanas Sustentáveis promove o acesso a alimentos saudáveis, incentiva práticas sustentáveis e pode gerar renda por meio da comercialização dos produtos cultivados. Além de contribuir para a segurança alimentar, a iniciativa fortalece o senso de comunidade e a autonomia dos participantes”.
Empoderamento feminino e equidade de oportunidades
Outro impacto positivo do projeto é a promoção do empoderamento feminino e da equidade de oportunidades para mulheres. Desde o lançamento do projeto, elas são maioria entre os participantes. Atualmente, 20 famílias participam do projeto, sendo 16 lideradas por mulheres.
Entre elas, está Ana Karen Roman Gil. Aos 37 anos, mãe de dois filhos, ela conta que a iniciativa trouxe mudanças para sua vida pessoal e para a rotina da família. “Depois que entrei no Hortas Urbanas, minha vida mudou muito, tanto na renda familiar quanto na minha vida pessoal. Antes, eu era mais reservada e tinha a autoestima baixa. Hoje me sinto outra pessoa, mais confiante, feliz e aberta à convivência com outras pessoas. A renda do projeto também trouxe segurança para a minha família, porque toda semana recebemos nosso dinheiro e consigo garantir as compras e a comida dos meus filhos. Hoje, estou pagando minha bicicleta elétrica com essa renda, e essa foi uma grande conquista para mim. Ela é muito importante no meu dia a dia, porque uso para ir trabalhar, levar meus filhos à escola e ao médico, fazer compras e resolver outras coisas.”
Aos 44 anos, Rosimeire Pires da Silva, mãe de três filhos, também relata as transformações proporcionadas pela iniciativa. “Quando entrei no projeto, eu não tinha o hábito de consumir legumes e verduras. Hoje, além de consumir diariamente, aprendi a plantar e tenho uma horta na minha própria casa, com alimentos que eu nem imaginava cultivar. O projeto também trouxe mudanças para a minha autoestima e confiança. A renda que consegui com o trabalho me permitiu realizar conquistas importantes, como comprar minha moto e reformar minha casa. Espero que o projeto continue para que eu possa realizar ainda mais sonhos.”
Além da geração de renda e do incentivo à alimentação saudável, o projeto também vem ampliando sua atuação em educação ambiental. Em 2026, o espaço passou a receber visitas de escolas e projetos sociais, fortalecendo seu papel como ambiente de aprendizagem sobre sustentabilidade e segurança alimentar.
Produção e educação ambiental
Em 2025, as famílias que atuam no projeto contabilizaram 8.744 horas de trabalho, que geraram um faturamento bruto de R$ 108.301,62. Entre os principais produtos vendidos, estiveram: 13.906 maços de hortaliças folhosas; 1.040 pacotes de abóbora cabotiá; 540 potes de temperos artesanais e 120 unidades de tomate-cereja.
Já no primeiro semestre deste ano, foram registradas 4.164 horas de trabalho e comercializados 7.200 maços de hortaliças folhosas, 500 pacotes de abóbora cabotiá e 260 potes de temperos artesanais, gerando uma receita bruta de R$ 55.500,00. O resultado se manteve mesmo com a redução da produção provocada pelo período chuvoso no início do ano, graças à diversificação dos produtos ofertados.
Para os próximos meses, a previsão é fortalecer o acompanhamento técnico das famílias, ampliar as ações de educação ambiental e consolidar a produção de alimentos processados como estratégia de geração de renda.
Notícias relacionadas
Cintia Dicker tenta salvar casamento com Pedro Scooby; surfista nega affair com Bianca Andrade
A modelo não queria se separar e a iniciativa partiu dele, que inclusive já teria feito a fila andar