Formalização: apesar de recorde no país, 65% dos empregadores e autônomos não têm CNPJ
Crescimento da parcela de profissionais nessa condição ocorreu em 13 anos, de 2012 a 2025, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE
A quantidade de trabalhadores autônomos brasileiros que contam com CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) subiu de 15% para 27,1%, e a de empregadores também formalizados aumentou de 75,6% para 81,1%, em 2025. Os resultados representam o maior patamar da série histórica, que começou há 13 anos.
Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada nesta quarta-feira (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O estudo é feito desde 2012, mas não ocorreu em 2020 e 2021, devido à pandemia da covid-19.
Em números absolutos, a soma dos dois grupos considerados totaliza 30,6 milhões de pessoas — 35% daquelas com 14 anos ou mais ocupadas na semana de referência da pesquisa.
Apesar disso, a taxa de trabalhadores que atuam por conta própria e não têm CNPJ adicionada à de empregadores nessa condição chega a 65%.
Quanto ao sexo, o percentual de mulheres com CNPJ sempre foi maior do que o de homens desde 2012. No ano passado, a taxa de formalização feminina foi de 36,7%, enquanto a masculina ficou em 34,2%.
Além disso, 2025 registrou que, pela primeira vez na série histórica, mais da metade (50,8%) dos trabalhadores autônomos com nível superior tinham registro formal, enquanto aqueles sem instrução ou com fundamental incompleto eram 11,1%. Entre os empregadores com superior completo, 91,8% tinham CNPJ.