A escolha do atacante inglês Harry Kane como Bola de Ouro da temporada 2025/26 ajuda a explicar o futebol moderno. Kane é craque, claro. Tem muitas qualidades individuais e fez 73 gols em 65 jogos – além de ter dado oito passes para gol.
Ao escolher o jogador do Bayern e da seleção inglesa, a premiação da revista France Football, do jornal L’Équipe e da Uefa chancela o uso coletivo do talento individual.
Kane tem 33 anos e 1,88 m. Não é o jogador mais exuberante do planeta bola. Tem estilo bem diferente do de outros atacantes que receberam o prêmio. Como aquele que anunciou a vitória, Ronaldo Fenômeno. O inglês não é de arrancadas fenomenais, de arroubos individuais. Embora produza jogadas de brilho pessoal e tenha capacidade rara de finalização.
O aspecto coletivo do talento de Kane é um de seus diferenciais. O craque do Bayern é daqueles atacantes que gostam e precisam de companhia. Sai da área com desenvoltura, abre espaço para companheiros, é mestre na arte do pivô e gosta de uma tabelinha. Mesmo sendo um tremendo goleador, não é egoísta e parece sentir prazer com um passe para gol.
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