O Observatório Neil Gehrels Swift da Nasa (Agência Espacial Americana) encontrou um fim ardente na manhã de quarta-feira (4), quase 22 anos após seu lançamento para estudar as explosões mais poderosas do universo.
Dados da Força Espacial dos Estados Unidos estimam que a espaçonave de 1.451 kg mergulhou na atmosfera da Terra sobre a Indonésia por volta das 7h39 ET (9h39 no horário de Brasília).
Embora se esperasse que a maior parte do observatório queimasse ao atravessar a espessa camada interna da atmosfera da Terra, a Nasa previu que alguns pedaços do veículo sobreviveriam.
Não ficou imediatamente claro se algum destroço sobrevivente atingiu a terra. Anteriormente, a Nasa havia previsto que o “risco de danos a qualquer pessoa na Terra é improvável, aproximadamente 1 em 2.100”.
Uma reentrada arriscada
Se o Swift fosse lançado hoje, provavelmente teria que aderir a diretrizes de segurança muito mais rígidas em relação ao planejamento de fim de vida, de acordo com a The Aerospace Corporation, que é um centro de pesquisa e desenvolvimento financiado pelo governo federal.
Os padrões atuais de mitigação de detritos orbitais, que foram atualizados em 2019, determinam que “reentradas descontroladas tenham uma expectativa de vítimas de menos de 1 em 10.000”, disse Parker Wishik, porta-voz da The Aerospace Corporation.
A espaçonave acabou caindo para apenas 275 km acima do planeta, e o observatório parou oficialmente de coletar dados científicos.
“Neste ponto, a espaçonave não era mais capaz de compensar os efeitos do aumento do arrasto e entrou no modo de segurança”, disse a Nasa em um comunicado à imprensa.
Uma equipe de pesquisadores da Penn State — parceira da Nasa no projeto e sede do Centro de Operações da Missão do observatório — enviou o comando final de desligamento para o Swift em 20 de outubro.
O fim do Swift foi acelerado por um aumento na atividade solar ao longo dos últimos anos, à medida que o sol atingia o pico de seu ciclo de 11 anos em 2024.
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