Popularidade de Javier Milei derrete na Argentina; arrocho salarial e corrupção são as principais preocupações dos argentinos
O cenário político na Argentina atingiu seu ponto mais crítico para o governo de Javier Milei, segundo uma nova pesquisa do Observatório de Psicologia Social Aplicada (OPSA), da Universidade de Buenos Aires (UBA).
De acordo com o levantamento, a desaprovação do governo Milei chegou a 62,8%, enquanto a aprovação alcança apenas 37,2%. O desgaste atingiu o próprio núcleo duro do presidente, já que 33,6% dos eleitores que votaram no libertário no segundo turno de 2023 atualmente desaprovam sua administração.
O retorno do peronismo
A insatisfação popular se reflete diretamente nas projeções para as eleições presidenciais de 2027. A pesquisa aponta que 64,1% dos argentinos preferem uma mudança de governo, contra apenas 35,9% que defendem a continuidade.
Nesse cenário de rejeição a Javier Milei, a oposição progressista ganha tração. Em uma simulação de segundo turno, o atual governador da província de Buenos Aires, o peronista Axel Kicillof, derrotaria Javier Milei com 48,2% dos votos, contra 39,3% do atual mandatário. Entre os que exigem mudança, a preferência majoritária é por um novo governo kirchnerista (39,7%), seguido pelo peronismo não-kirchnerista (26,9%).
A pesquisa da UBA também desvenda os motivos da queda de popularidade de Milei. Embora o governo comemore a desaceleração da inflação, que caiu para 27,7% nas menções de preocupação, o custo social das medidas de austeridade cobrou seu preço. Hoje, as maiores aflições dos argentinos são os baixos salários (63,1%) e o desemprego (54,2%).