segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Folha do Estado Brasil
Política

Capitão Contar ganha força nas pesquisas e pode surpreender na disputa pelo Senado em Mato Grosso do Sul

Compartilhe WhatsApp Facebook
Capitão Contar ganha força nas pesquisas e pode surpreender na disputa pelo Senado em Mato Grosso do Sul

A corrida pelas duas vagas ao Senado em Mato Grosso do Sul começa a ganhar contornos mais definidos, mas ainda está longe de apresentar um resultado previsível. No centro dessa disputa está o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), que vem se mantendo entre os nomes mais competitivos nos levantamentos eleitorais e consolidando espaço no eleitorado de direita e conservador do Estado.

Na pesquisa Real Time Big Data divulgada no início de agosto, Contar apareceu com 19% das intenções de voto, na segunda colocação, atrás apenas do ex-governador Reinaldo Azambuja, que registrou 30%. Nelsinho Trad apareceu com 15%, enquanto Vander Loubet teve 9%. O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre os dias 1º e 5 de agosto.

O desempenho de Contar ganha ainda mais relevância quando comparado com levantamentos anteriores. Em pesquisa Novo Ibrape realizada entre 25 e 29 de julho, ele já aparecia com 19,2% no consolidado dos dois votos, tecnicamente próximo de Reinaldo Azambuja, que tinha 22%, e à frente de Nelsinho Trad, com 16,3%.

Mais recentemente, levantamento do Instituto Ranking Brasil Inteligência, realizado entre 7 e 12 de agosto, colocou Contar novamente em posição de destaque. No primeiro voto, ele alcançou 20%, atrás de Azambuja, que marcou 34%.

Os números mostram que Contar não aparece mais apenas como um nome ligado ao eleitorado bolsonarista. Ele passou a ocupar uma posição efetivamente competitiva na corrida pelas duas cadeiras do Senado.

O fator bolsonarista

A força de Contar junto ao eleitorado identificado com Jair Bolsonaro pode ser um dos principais elementos de sua campanha. O ex-deputado estadual construiu sua trajetória política justamente associado à direita e ao bolsonarismo em Mato Grosso do Sul, mantendo um discurso de oposição ao PT e de defesa das pautas conservadoras.

O apoio de lideranças nacionais do PL também reforça essa estratégia. Em agosto, Flávio Bolsonaro manifestou apoio a Contar e à chapa da direita em Mato Grosso do Sul.

Esse eleitorado pode representar uma vantagem importante porque a eleição para o Senado terá duas vagas. Diferentemente de uma disputa majoritária de uma única cadeira, o eleitor poderá escolher dois candidatos, abrindo espaço para combinações de votos.

A dobradinha Reinaldo e Nelsinho pode ser testada nas urnas

Um dos movimentos mais importantes da disputa é a composição política envolvendo Reinaldo Azambuja e Nelsinho Trad.

Embora Nelsinho tenha aparecido entre os principais nomes nas pesquisas anteriores, o cenário político mudou com a desistência de sua candidatura ao Senado e sua posição como primeiro suplente de Reinaldo. O arranjo fortalece Azambuja, que passa a contar com uma estrutura política ampliada, mas também transforma a eleição em uma disputa ainda mais interessante pela segunda vaga.

É justamente nesse espaço que Contar pode encontrar uma oportunidade.

A eventual concentração de votos em torno da chapa Reinaldo-Nelsinho poderá funcionar como um movimento de transferência de eleitorado. Entretanto, a eleição para o Senado não será decidida apenas por alianças partidárias. O voto individual e a capacidade de cada candidato mobilizar sua própria base podem fazer a diferença.

Contar pode ser a surpresa da eleição?

A resposta ainda está em aberto, mas os números indicam que o cenário merece atenção.

Contar saiu de uma condição de candidato competitivo para se consolidar, nos levantamentos mais recentes, como um dos nomes que efetivamente disputam uma das duas vagas. Em julho, o Novo Ibrape já mostrava o ex-deputado com 19,2% no consolidado. Poucos dias depois, o Real Time Big Data registrou 19% e, posteriormente, o Ranking Brasil apontou 20% no primeiro voto.

Mais do que a fotografia de uma pesquisa isolada, o que chama atenção é a permanência do candidato no pelotão de frente.

A eleição, entretanto, ainda tem um longo caminho. Campanhas, alianças, horário eleitoral, apoio de lideranças nacionais e principalmente a capacidade de mobilização nas redes sociais poderão alterar significativamente o cenário até outubro.

Uma disputa que ainda não está decidida

Reinaldo Azambuja aparece atualmente como favorito à primeira vaga, mas a segunda cadeira permanece em disputa. Contar, Vander Loubet e outros nomes terão de buscar votos em diferentes segmentos do eleitorado para transformar competitividade em vitória.

Para Capitão Contar, o desafio será ampliar sua votação para além do eleitorado bolsonarista mais fiel e conquistar votos de centro e de eleitores que ainda não definiram sua escolha.

Se conseguir realizar esse movimento sem perder sua base conservadora, o candidato poderá chegar às urnas em condições de protagonizar uma das principais surpresas das eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul.

A chamada dobradinha entre Reinaldo Azambuja e Nelsinho Trad pode ter peso político e estrutura eleitoral, mas não significa, por si só, que as duas vagas estejam definidas.

E é justamente nesse espaço de incerteza que Capitão Contar tenta transformar o crescimento nas pesquisas em votos — e, quem sabe, em uma vaga no Senado.


Continue lendo

Notícias relacionadas