PGR se manifesta contra pedido de prisão preventiva de Bolsonaro

BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta quarta-feira, 2, contra um pedido de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta obstrução de justiça. A solicitação foi feita por uma vereadora petista do Recife e agora caberá ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidir se irá, ou não, acatar o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O pedido de Moraes foi encaminhado para a PGR no dia 18 de fevereiro, com um prazo de cinco dias para uma devolutiva de Gonet. Porém, o retorno do PGR ocorreu 14 dias após a solicitação feita pelo ministro do STF e logo após a imprensa veicular o pedido de prisão preventiva.
O pedido de análise da PGR por parte do ministro do STF é uma praxe da Corte. Antes de decidir, Moraes pediu a Gonet um parecer para sustentar um arquivamento da petição ou providenciar uma eventual prisão.
Os autores do pedido de prisão enviado ao STF são a vereadora do Recife Liana Cristina (PT) e Victor Fialho Pedrosa, servidor do gabinete dela. Os dois argumentam que Bolsonaro cometeu os crimes de obstrução de justiça, organização criminosa e incitação ao crime ao convocar apoiadores para a manifestação realizada na Praia de Copacabana no último dia 16.
De acordo com Gonet, Liana e Victor erraram em encaminhar o pedido de prisão preventivamente diretamente ao STF, já que a solicitação deveria ser encaminhada para a Polícia Federal (PF) e o próprio Ministério Público. O PGR também disse que a solicitação não contém “elementos informativos mínimos” para embasar a privação de liberdade de Bolsonaro.