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Brasil

Ato pró-anistia em Copacabana tem público abaixo do esperado, apesar da mobilização bolsonarista

Por Wander Lopes

17/03/2025

 

A manifestação realizada neste domingo (16) em Copacabana, convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para defender sua anistia e a de outros envolvidos nos atos de 8 de janeiro, reuniu, no auge, cerca de 18,3 mil pessoas, segundo levantamento de pesquisadores da USP.  

O dado reforça a tese de que a anistia não é uma demanda popular ou uma preocupação central para a maioria dos brasileiros, mas sim uma pauta restrita a Bolsonaro e seu grupo político.  

Enquanto isso, nas redes sociais, influenciadores bolsonaristas repercutem uma nota da Polícia Militar do Rio de Janeiro, que estimou o público presente em 400 mil pessoas. A corporação, no entanto, não detalhou se esse número se refere à quantidade simultânea de participantes ou à soma total de pessoas que passaram pelo local ao longo do dia.  

Mesmo com essa estimativa, o número apontado pela PM é muito inferior às projeções feitas por aliados de Bolsonaro. No dia 9 de março, o próprio ex-presidente declarou em suas redes sociais que esperava "um milhão em Copacabana". Já o Instituto Datafolha calculou um público de aproximadamente 30 mil pessoas.  

Para tentar impulsionar a adesão ao evento, Bolsonaro orientou líderes a cancelarem atos em outras capitais do país. No entanto, mesmo com essa estratégia, a mobilização ficou distante da meta anunciada.  

Além do ex-presidente, estiveram presentes na manifestação o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Jorginho Mello (Santa Catarina) e Mauro Mendes (Mato Grosso). Também marcaram presença os senadores Flávio Bolsonaro e Magno Malta, o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, e o pastor Silas Malafaia, coordenador do evento, entre outros apoiadores.  

 

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