Deputado Lucas de Lima pode perder mandato

O deputado estadual Lucas de Lima enfrenta a possibilidade de perder seu mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) devido a uma ação de infidelidade partidária movida pela suplente Gláucia Iunes.
A controvérsia teve início quando Lucas de Lima, eleito pelo PDT em 2022, se desfiliou do partido em fevereiro de 2025 para ingressar no PL, alegando perseguição política interna. Inicialmente, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) autorizou sua desfiliação por justa causa. No entanto, o PDT recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que anulou a decisão do TRE-MS, entendendo que não houve justa causa para a desfiliação.
Com essa decisão, a suplente Gláucia Iunes protocolou uma ação no TRE-MS solicitando a cassação do mandato de Lucas de Lima por infidelidade partidária, argumentando que, sem justa causa para a desfiliação, o mandato pertence ao partido e, consequentemente, à sua suplente. A defesa de Gláucia fundamenta o pedido na decisão do TSE, que rejeitou a alegação de discriminação política pessoal feita por Lucas de Lima.
Em resposta, Lucas de Lima afirmou que não agiu de má-fé e que já enviou um ofício ao PDT solicitando sua refiliação, embora o partido ainda não tenha se manifestado sobre o pedido. Ele também recorreu da decisão do TSE e aguarda o desfecho do processo.
Caso a Justiça Eleitoral acolha o pedido de Gláucia Iunes, Lucas de Lima pode perder o mandato, abrindo caminho para a posse da suplente na Assembleia Legislativa. O TRE-MS tem um prazo máximo de 60 dias para decidir sobre o caso.